Maioria das empresas já utiliza IA nas suas operações financeiras
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Um estudo desenvolvido pela KPMG a nível global revelou que a crescente adoção da Inteligência Artificial (IA) nas funções financeiras das empresas tem atingido importantes níveis de retorno de investimento (ROI) – 57% dos executivos afirmam que superam as expetativas – assim como várias outras vantagens.
O relatório sobre a aplicação da IA nas finanças analisou “2.900 organizações em 23 países, complementando uma pesquisa anterior que abrangeu 1.800 organizações em 10 países. Com base num modelo de maturidade, as organizações foram classificadas em três níveis de preparação para a adoção da IA: “Líderes” (24%), “Implementadores” (58%) e “Iniciantes” (18%)”.
Rui Gonçalves, Partner e Head of Technology Consulting da KPMG Portugal comentou que “este estudo confirma-nos que a IA é um fenómeno global, adotado por equipas financeiras em vários mercados e setores. Os benefícios que a IA permite e o ROI que gera tornam-na numa prioridade estratégica e uma ferramenta muito poderosa, e à medida que surgem novas capacidades, o ritmo de adoção só irá acelerar. As empresas precisam de agir para se manterem competitivas e sustentáveis, sendo que é difícil encontrar outra tecnologia com níveis tão elevados de retorno”.
No que diz respeito ao crescimento da Implementação da IA e o Papel Central da IA Generativa, “atualmente, 71% das organizações inquiridas utilizam a IA, de alguma forma, nas suas operações financeiras, sendo que 41% já a implementam de forma moderada ou significativa. Prevê-se que esta percentagem aumente para 83% nos próximos três anos”.
Sobre Superação de Barreiras e Retorno sobre o Investimento, a KPMG frisou que “apesar dos desafios enfrentados por todas as organizações – como a segurança de dados (57%), a falta de competências em IA (53%), as dificuldades na recolha de dados (48%) e os custos (45%) – os líderes corporativos destacam-se pela forma eficaz como superam esses obstáculos. Para estes executivos, os desafios passam a ser mais sofisticados, como a integração da IA em sistemas já existentes e a superação de resistência interna”.
jornaleconomico